Resenha #04: A Última carta de amor




A História

"A Última carta de amor" nos traz duas histórias em diferentes épocas. Portanto, falarei de cada história isoladamente.

1960

Casada com Larry, Jenny não se sente amada e respeitada como esposa. Isso a impulsiona a entrar em outro romance. Antonhy O'hare, ou Boot, como ela o chamava, dá o que ela tanto procura. Romântico, eles alimentam seu amor por meio de cartas, e esporadicamente encontrando-se.

Quando o sentimento está forte demais e o casal já não consegue se separar, Boot propõe a Jenny que fuja com ele. Ela aceita, mas é impedida por um acidente no meio do caminho. Após se recuperar, ela sofre problemas de memória e não lembra que tinha um amante, mas sente que não ama o marido.

Ao encontrar uma das cartas, ela começa a lembrar de seu romance fora do casamento, e em uma conversa franca com o esposo, explica o que lembrou. Ele, por sua vez, informa que o amante da esposa morreu no acidente que eles sofreram.

No entanto, não foi Boot quem morreu, mas sim um amigo do casal que levaria Jenny ao seu encontro. E 4 anos depois, Jenny reencontra Boot e finalmente sabe que ele não morreu. Eles voltam a se encontrar, mas temerosa pela filha que teve, Jenny não quer deixar o esposo. E eles se separam mais uma vez.

2003

Ellie Haworth namora um homem casado e não se sente confortável com essa situação. Ao fuçar o arquivo do Jornal em que trabalha, ela encontra uma das cartas e resolve fazer dela tema de sua matéria. Em busca de informações para o artigo que escreve, ela junta novamente o casal Jenny e Boot, 40 anos após a última separação.

Emocionada e tocada pela história, Ellie entende a importância e o valor de um verdadeiro amor, assim ela deixa de ser "a amante" e passa a ser "o amor" de alguém, esse alguém é o rapaz que trabalhava no arquivo e a ajudara a fazer sua  matéria sobre as cartas de amor.

"Goste dele, se precisar, meu amor, mas não o ame. Por favor, não o ame.
Egoisticamente Seu,
B."
(Pág: 99)


Minha Leitura



UAU!

Vocês devem perceber pelo tamanho do resumo acima, o quanto estamos diante de uma história complexa e rica em detalhes. E Jojo Moyes não esconde isso, cria uma romance fantástico e cheio de  conexões que nem imaginamos que poderiam existir.

A cada capítulo estamos em uma passagem de tempo diferente, e esse é o motivo pelo qual não conseguimos largar o livro. Embora a escrita da autora não seja dinâmica, ou seja, que não flui facilmente, são essas artimanhas de mudança no tempo, que literalmente exigem de nós, atenção total a leitura.

Outro ponto que gostei muito foi a ligação entre as histórias, como elas se entrelaçam e como elas enriquecem o texto, tornando-o um texto cheio de minúncias, que o leitor não pode deixar de observar.



Um ponto que tenho a criticar é a linguagem utilizada nos diálogos dos personagens dos anos 60. Na minha visão, lá existem gírias e modos de falar que são contemporâneos e que eu não imagino alguém daquela década falando daquela forma.

"[...] Emoções, pelo que aprendera com a experiência, eram mais perigosas que munições." 
(Pág: 125)

A escrita exige tanto de nós e nos deixa treinados para apreender tudo o que é dito. Tanto, que eu pude perceber um pequeno erro de continuidade no Capítulo 12. Lá, a autora fala que os personagens estão no carro e ele adentra na escuridão das ruas, e então narra um diálogo, e após esse diálogo a autora diz que o ronco do motor anuncia a partida do carro. Ou seja, nesse pequeno erro, o carro teria partido duas vezes.

Puxa! De longe, essa é a resenha mais difícil que faço. Em parte, pela complexidade da história, em parte pela linguagem. Mas sem dúvida, essa é uma história que te acrescenta algo, embora você fique sem saber o quê, mas esse é um livro que te faz pensar nele, mesmo quando não estamos lendo-o.

Assim, fica a dica de leitura para vocês, e o aviso de que entrem de cabeça na leitura e não deixem passar nada, pois nesse livro tudo é importante, tudo leva a algo.

Título: A Última carta de amor
Autor: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Nota: 5/5


Abraços!

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4 comentários :

  1. Esse livro não me agradou,não sei se porque esperei muito dele,pois o queria há muito tempo e quando finalmente li me decepcionou.
    Também percebi alguns erros de continuidade e em alguns trechos me confundi sem saber que tempo estava acontecendo a história,porque algumas coisas é o passado do passado, a autora poderia ter sinalizado melhor,poderia ter colocado as datas em cada parte. É realmente uma leitura que exige atenção.
    A história não me prendeu,só conseguia ler um capitulo por dia.

    Gostei muito da sua resenha,soube expressar bem o que o livro, adorei o comentário: "é uma história que te acrescenta algo, embora você fique sem saber o quê". rs

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    Respostas
    1. Adrielle,

      Todo e qualquer defeito encontrado em "A Última carta de amor" é desfeito em "Como eu era antes de você". Já leste a nossa resenha? dá uma olhadinha: http://legereoculis.blogspot.com.br/2014/10/resenha-14-como-eu-era-antes-de-voce.html

      Tenho medo de ler o mais recente lançamento da autora "A garota que você deixou para trás" e perder toda a magia conquistada com "Como eu era antes de você".

      Mil Beijos!

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    2. Ainda não li sua resenha de "Como eu era antes de você". Vou ler e comento lá.

      Depois que li A última carta de amor me desinteressei pela autora apesar de ouvir muitos comentários positivos sobre Como eu era antes de você.

      Os comentários que já li sobre A garota que você deixou para trás são ruins.

      Vou pensar se vou ler outros livros dela, se aparecer alguma promoção, quem sabe eu compro. rs

      bj

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    3. Adrielle,

      Ainda não li "A garota que você deixou para trás", mas ele já espera por mim lá na estante.

      Recomendo que leia sim!

      As vezes um autor acaba evoluindo e melhorando entre uma obra e outra, não esqueça que é através da prática que se alcança a perfeição.

      Beijo!

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